Quando trabalhamos com flash, seja uma tocha de estúdio ou um flash compacto, temos que resolver três questões básicas:

  • Onde prender o flash;
  • Como modificar a luz;
  • Como disparar o flash.

O raciocínio é o mesmo no estúdio, mas numa escala menor. No caso do estúdio, como a maioria dos acessórios à venda são feitos sob medida para as tochas, tudo se encaixa como deve. Sem gambiarras. Porém, até pouco tempo atrás, não era bem esse o caso se você precisasse usar um flash dedicado fora da câmera. Quase sempre você tinha que improvisar alguma coisa. Tudo bem, desde que feito com cuidado e segurança, na maioria das vezes o resultado era o mesmo.

Recentemente publiquei um ensaio gestante onde eu usei um softbox comum, disponível em várias loja do ramo, e acoplei um adaptador feito sob medida (abaixo). No caso, o softbox em si era um original Mako que já vinha com o seu adaptador para tochas (moldura preta). O desafio era fazer com que um flash SB-900, pequeno se comparado a uma tocha,  se acoplasse seguramente ao softbox. Então acabei criando um adaptador feito sob medida para este flash (a parte branca). A desvantagem, como se pode ver, é que só servia para aquele modelo de flash. Ainda assim funciona bem até hoje.

Aliás, bem legal para quem gosta de bancar o MacGyver de vez em quando, não é mesmo? Mas não é todo mundo curte bancar o inventor (e não há nada de mal nisso). Felizmente, hoje temos vários acessórios próprios para usar com flash dedicado.

O softbox acima é dobrável e cabe tranquilamente numa mochila. Atende muito bem em várias situações. O adaptador é bem firme e aceita vários modelos de flash, até mesmo um SB-910 da Nikon (um dos maiores no mercado atualmente). Você abre e fecha como se fosse um rebatedor circular comum e leva tudo numa pequena bolsa. Genial! Este modelo da Godox tem 60cm de lado mas há um outro maior, com 80cm. Talvez um ponto contra venha ironicamente de uma de suas qualidades: a sua armação “pra lá de resistente”. Ela tem uma mola bem forte e às vezes fica meio difícil de fechar. Outro detalhe é que a alavanca na sua base também é bem dura e dá alguns solavancos na hora de mudar o ângulo da luz.

Também resta saber se ele passará no teste do tempo, já que ele é guardado de uma forma que sempre estará sob tensão. Tirando esses detalhes, há que se reconhecer que é uma solução muito engenhosa para a velha idéia de ter uma “janela portátil” onde quiser.

Alguns alunos sempre me perguntam nas minhas oficinas de flash quais acessórios são mais interessantes. Este, com certeza, é um que vale a pena considerar. Seguindo o raciocínio do início – suporte, modificação, disparo – vimos aqui apenas uma das opções para suavizar a luz. Futuramente veremos outros acessórios para flash dedicado.

 

 

Posted by Yuri Pimenta

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