Uma das coisas mais legais sobre fotografia de rua é quando temos aquela grata surpresa, própria desses encontros inesperados pela cidade. Mais do que boas fotos, adquirimos uma vivência que você não teria de outra forma. Música boa, pessoas talentosas e um público engajado, além, é claro, de uma luz maravilhosa pra fazer daquele um momento pra ficar na memória.

Confesso que nunca realmente me dei um tempo para ficar ouvindo. Em geral, me ocupo mais em observar e fotografar outras coisas. Dessa vez, eu resolvi parar um pouco e curtir o som dos caras. Parei primeiro na estação Consolação do metrô, com a banda The Esquina. Uma batida mais pesada, com o bom e velho rock, tocando clássicos dos anos setenta. Mas, você sabe… eu tinha que fazer algumas fotos, não é mesmo? Depois de ter certeza que eu não iria atrapalhar, fiquei um tempo fazendo alguns retratos, até parar de novo. Tem uma coisa que você descobre logo na fotografia é que não dá pra prestar atenção o tempo inteiro enquanto clica. A fotografia te absorve, te demanda. Eles: bamba nas cordas, e eu ligeiro nos cliques.

Depois segui em frente mais para o meio da avenida, uma aglomeração razoável em frente a outra banda, Picanha de Chernobill. Então acontece a cena mais simpática que poderia acontecer num show na rua: um garotinho curtindo e dançando bem próximo à banda, para a admiração de todos  ao redor. Quem diria, hein? Tão novinho! Já temos mais um roqueiro na praça.

Sempre tem muita coisa legal para ver na Av. Paulista aos fins de semana. Há aqueles momentos em que você só quer clicar, mas nem só da luz me alimento. Às vezes, quando a música bate forte no peito, ela pode ser o melhor tempero da vida.

 

Posted by Yuri Pimenta

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