O Cactus V6 II é um disparador remoto para flash que permite a comunicação entre câmeras e flashes de fabricantes diferentes, mesmo que tais sistemas sejam incompatíveis entre si. Um acessório pequeno, mas genial. Já falei um bocado sobre disparadores remotos aqui no blog. Considere ler aquele post antes de prosseguir.

Transceptor universal

Há apenas um modelo do Cactus V6 II, que é transmissor e receptor ao mesmo tempo (transceptor). Portanto, pode ser usado para comandar ou ser comandado por outros Cactus V6 II. Observe abaixo os pinos de contato na sapata do Cactus. Ele foi projetado para se comunicar com os diferentes padrões de contato dos outros fabricantes. (Há um modelo específico para Sony).

Sapatas para flash de diferentes fabricantes - Fujifilm, Nikon, Canon, Sony e Cactus

Cactus V6 II: design

Disparador Cactus V6 II montado numa câmera Canon - workshop flash dedicado - strobist - speedlite - speedlight
Disparador Cactus V6 II montado numa câmera Canon

O corpo é de plástico. Isso possivelmente é para facilitar a transmissão de suas antenas. Ainda assim, sua construção poderia ser um pouco mais robusta. Ele aparenta ser um pouco mais frágil que opções concorrentes, mas é bem leve e relativamente pequeno. Usa pilhas AA comuns e cada um vem com um pedestal para apoia-lo sobre uma mesa.

É fácil de colocar e retirar da maioria das câmeras e o encaixe é seguro, mas naquelas que tem o topo completamente plano, como as câmeras X-Pro2 e X100F da Fuji, fica difícil fazer ajustes no obturador.

Cactus V6 II de frente. Detalhe mostra LED para auxílio de autofoco (AF-Assist) - workshop flash dedicado
Cactus V6 II de frente. Detalhe mostra LED para auxílio de autofoco (AF-Assist).

À frente do Cactus V6 II temos um LED AF-assist, que auxilia o autofoco em locais escuros. Recurso ausente na primeira versão do V6. Não só o Cactus acoplado à câmera ativa o AF-assist. Os grupos remotos também. Há também um botão de teste que dispara todos os flashes ativos ao mesmo tempo. 

De um modo geral, pode-se dizer que o Cactus tem uma interface muito simples e direta, bem fácil de usar mesmo.

 

Operação

Os quatro grandes botões, denominados A, B, C e D, permitem acesso direto a grupos de flashes independentes. É possível ligar, desligar, aumentar ou diminuir a carga de cada grupo individualmente. Também é possível ajustar a carga de todos eles simultaneamente girando o disco de controle na parte de trás do aparelho. Ele é fácil de enxergar no escuro, já que estes botões A, B, C e D são retroiluminados. O ajuste de carga correspondente a cada grupo também é bem fácil de ler no LCD.

disparador remoto Cactus V6 II curso flash dedicado Yuri Pimenta

O Cactus acoplado à câmera deve usar a opção TX, selecionada na chave ao lado do aparelho. Todos os remotos usam a opção RX.

 

Menus

Como disse antes, ligar e desligar grupos individuais não poderia ser mais direto. Porém, a diminuta tela LCD permite visualizar apenas um item de cada vez, o que exige várias rolagens no disco de controle até encontrar a opção certa. Se o seu flash não for prontamente identificado pelo Cactus, você pode tentar isso manualmente, entrando no menu e assinalando o modelo certo.

Requer um flash TTL, mas só funciona no modo manual

Sim, é isso mesmo. Para funcionar adequadamente, o seu flash remoto precisa ser um modelo com fotometria TTL (ex. um Nikon SB-900 ou SB-800; um Canon 580EX ou 430EX). Porém, o controle do mesmo via Cactus V6 II só se dá no modo manual. Ou seja, você ganha a possibilidade de trabalhar com modelos de flash de fabricantes diferentes ao mesmo tempo, mas perde a possibilidade de disparar estes flashes remotos no modo TTL.

Atualização de firmware no Cactus V6 II

Como é possível em muitas câmeras e flashes modernos, o Cactus V6 II permite a atualização de seu firmware, o que permite a correção de pequenos erros de versões anteriores, bem como possibilita adicionar mais recursos.

Recentemente a Cactus fez um grande alarde divulgando a possibilidade de controlar remotamente os flashes via TTL. Isso não era possível antes. Ou seja, uma vez atualizado o firmware, você voltaria a ter um disparador remoto dedicado a um determinado fabricante, como Canon ou Nikon, funcionando perfeitamente em modo TTL. Porém, perderia a habilidade de poder trabalhar com flashes de fabricantes diferentes simultaneamente. Como se vê, isso contraria a idéia original da Cactus de criar um disparador universal, mas resolve o problema do flash remoto em modo TTL.

Para atualizar o firmware você precisar baixar o aplicativo Cactus Updater no site do fabricante. Conectar o seu disparador Cactus a um computador via cabo usb (não incluso) e baixar a versão desejada. Não posso dizer que tive problemas com a atualização de firmware em si, mas teria sido conveniente uma tela de aviso no programa alertando que atualização para TTL tornaria o Cactus incompatível com outros fabricantes. Felizmente, foi possível recuar uma versão no firmware do Cactus.

 

Conclusão

Ter um disparador de flash universal, acionado por rádio, num modelo único que seja transceptor. Um controle remoto capaz de trabalhar com flashes de vários fabricantes diferentes… Certamente é uma idéia tentadora, para dizer o mínimo. Um grande feito de engenharia.

Não deixa de ser uma forma de dar vida nova para quase toda a linha de flashes descontinuados da Nikon ou Canon. (Exemplos: SB-600, SB-700, SB-800 e SB-910 da Nikon, ou os mais antigos da Canon 430EX, 550EX e 580EX).

Por outro lado, a tendência é os flashes mais modernos já virem com rádio embutido. Dessa forma, o Cactus V6 II só faz sentido se você já possui alguns flashes mais antigos sem rádio.

Flash Godox V860c com receptor Cactus V6 II - curso flash dedicado Yuri Pimenta
Flash Godox V860c com receptor Cactus V6 II

Posted by Yuri Pimenta

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