O flash manual pode não ser tão difícil quanto parece. Se você pretende fotografar fora do estúdio e não possui fotômetro de mão – a maioria dos fotógrafos – uma dica rápida vem direto de um conceito básico da física. Calma!! Prometo que não vou entrar muito na matemática aqui, ok? Vou me limitar a citar rapidamente a lei de Lambert, que diz basicamente: “a intensidade da luz cai com o inverso do quadrado da distância“.

fórmula da lei de Lambert

Colocando a idéia acima numa representação visual:

Flash manual. Propagação da luz em representação visual da Lei de Lambert 01 - strobist - speedlite - speedlight
Flash manual. Propagação da luz em representação visual da Lei de Lambert 02 - strobist - speedlite - speedlight

Se você traduzir a idéia acima para uma forma mais “fotográfica”, terá o esquema abaixo:

Flash manual. Propagação da luz em representação visual da Lei de Lambert 03

Toda vez que você dobra a distância da sua fonte de luz para o objeto fotografado, você perde dois pontos de luz (2ev). Isso vale para uma vela, uma luminária, um LED… ou mesmo um flash. Diminuiu a distância pela metade? Ganhou 2ev. Viu! Eu disse que era fácil. Sabendo disso, você tem a opção de fazer um ajuste proporcional na potência para manter a mesma exposição. Também poderia alterar a abertura da objetiva (diafragma) ou mesmo na sensibilidade (ISO). A vantagem do flash manual é que se você aprende a usá-lo, você saberá usar qualquer um. Por outro lado, a dificuldade é fazer a fotometria inicial de forma correta e ter certeza da distância real para os objetos, ou pessoas.

Observação: o ideal mesmo seria fazer a fotometria da luz incidente usando um fotômetro de mão. Na prática, porém, a maioria acaba julgando a exposição olhando na imagem no monitor da câmera e comparando com o histograma. Também funciona, mas não é a coisa mais precisa. Muito “olhômetro” envolvido aí!

Flash compacto no modo manual = tocha de estúdio

Outra coisa interessante, que eu já citei em outro post, deixar o seu flash no modo manual permite que você o use em conjunto com tochas de estúdio sem problema algum. É como se o seu flash dedicado fosse a sua primeira tocha. Muito prático isso. Abre um leque de possibilidades muito grande.

noiva aguarda dentro do carro com sua filha
Flash manual disparado por rádio. Fotógrafo de um lado e a assitente do outro lado do carro.
Flash manual disparado por rádio. Exemplo de contraluz
Exemplo de contraluz. Flash manual disparado por rádio.

Por exemplo, você pode usar um modelo bem simples, daqueles que só contam com o modo manual, acoplá-lo a um rádio e usar para fotos como nos exemplos acima. 

E por quê essa agora de flash manual, Yuri? Porque entender este princípio básico da iluminação torna o uso do flash mais previsível. Ainda que não seja tão ágil ou sofisticado como um flash TTL – que tem lá suas pegadinhas – um simples flash manual te possibilita fazer fotos com uma fração do custo de um flash TTL topo de linha.

Posted by Yuri Pimenta

Leave a reply